quarta-feira, junho 29, 2016

segunda-feira, junho 27, 2016

terça-feira, junho 21, 2016

Não é bebedeira... é sonambulismo!


Quando um cliente te apresenta uma reclamação, por escrito, dizendo que se sente insultado pelo staff que o atendeu, pois ele não estava bêbado ... É sonâmbulo! 

Digam-me lá se eu não tenho a melhor profissão do mundo!

‪#‎senhordaimepaciencia‬
‪#‎customerservice‬



Welcome Summer!



Querido Verão, que sejas bem-vindo! 
Eras há meses desejado. 

Não tenhas pressa de ir embora, acomoda-te, 
aconchega-te e deixa-te ficar pelo tempo que quiseres. 
Faz como se estivesses em tua casa! 




quinta-feira, junho 16, 2016

Boteco das Tertúlias - #10 - Profissões

Este mês debate-se o tema PROFISSÕES no nosso Boteco das Tertúlias.


Aquilo que fazemos não nos define como pessoa. Ou será que sim?

A verdade é que o curso que escolhemos será, em princípio, aquilo que vamos fazer para o resto da nossa vida. E aquilo que fazemos todos os dias para o resto da nossa vida, mesmo que não espelhe na íntegra aquilo que somos, define uma grande parte de nós.

Parece-me que tudo começa muito cedo, demasiado cedo! Com 15 anos uma pessoa sabe lá o que quer da vida!!

Quando no Secundário tive de escolher a área que queria seguir, alguns dos meus colegas já sabiam que queriam ser engenheiros, arquitectos, advogados, etc. Eu não queria ser nada em especial e isso dificultou-me imenso a escolha.

Queria ser Educadora de Infância, porque adorava crianças, mas tinha de levar com a Matemática, disciplina na qual eu não era lá grande barra, pelo que anulei a escolha de imediato.

Acabei por escolher Humanidades e quando chegou a hora de entrar para a faculdade segui Línguas e Literaturas Modernas. Sempre adorei ler e escrever, mas daí a fazer disso uma profissão vai um grande salto. Sempre tive dificuldade em achar que "ser escritor" fosse uma profissão que metesse pão na mesa. Assim sendo, pensei nas traduções ou em ser guia-intérprete, qualquer coisa que tivesse a ver com escrita e/ou com línguas.

Acabei o curso, mas não me dediquei a nada com ele relacionado. A família tinha um negócio e o pai precisava de ajuda. Dei por mim envolvida nas burocracias da papelada do sector imobiliário até à ponta dos cabelos: recibos, facturas, procurações, contratos, escrituras... Os anos foram passando e eu fui ficando, na expectativa de um dia encontrar algo que me preenchesse, algo de que eu efectivamente gostasse...

Hoje, sou responsável pelo Customer Service de um grupo hoteleiro. Livrei-me das papeladas repetitivas e estou contente com este novo projecto de contacto directo com os clientes. Gosto de me esforçar para atingir a satisfação dos clientes, e que eles tenham o desejo de voltar. É um trabalho de equipa muito gratificante sempre que atingimos os objectivos. Nem sempre é fácil, mas dá uma pica desgraçada e todos os dias são diferentes. Ganho literalmente o dia sempre que um cliente nos deixa um postal no quarto, ou nos manda um mail ou um comentário no Tripadvisor agradecendo tudo o que fizémos por ele e pela sua família durante a sua estadia. Isso são dias felizes! Os profissionais pelo menos.

Já escrevi uns textos para a Revista F Magazine (já falado aqui no blog) e já fiz umas traduções para a Netflix, mas relacionado com o curso que tirei, pouco mais fiz do que isso.


Este ano é a vez da minha Smartieteen fazer a sua escolha de área para o Secundário. Espero que no futuro tenha a sorte de encontrar uma profissão não qual ela se reveja, e que a preencha diariamente.

De juíza a psicóloga, de jornalista a professora, passando pela advocacia ou pelo Turismo, por mim qualquer coisa serve desde que a faça feliz. Talvez porque o modo como eu me vejo e como me sinto não se revê totalmente naquilo que faço.

Se tivesse de fazer agora a escolha que fiz com 15 anos, teria escolhido algo relacionado com Viagens ou com Crianças, ou com voluntariado e solidariedade social. Se soubesse o que sei hoje, teria escolhido outro caminho que não o do negócio de família. Teria seguido o meu próprio caminho. 

Este é o único conselho que posso dar à minha Smartieteen.
Segue o teu próprio caminho, não te preocupes com o fazer o que está certo, com o que fica bonito, não tentes agradar aos teus pais, é a tua vida que tens de viver.





O Boteco das Tertúlias é uma colaboração com os blogues Contador de EstoriasLifes TexturesEspresso and Stroopwafel, e  Anas há Muitas.
Vão lá espreitar o Tema PROFISSÕES nos seus blogues.

quarta-feira, junho 15, 2016

Serões no Gerês!


Ricos serões na serra, a ensinar os miúdos a jogar à sueca!

Explicar-lhes o que é uma vaza, o que significa estar de "corte a trunfo", o porquê de nos baldarmos a um naipe, a necessidade de contar com o parceiro e, na maior parte das vezes, com a sorte das cartas, a importância de ir contando os pontos e decorar as vazas que já sairam, de saber que falta aquela manilha de paus que nunca mais aparece e guardarmos o nosso único trunfo para ela.

Eles descobrirem o prazer de dar dois de uma vez aos adversários, ou até mesmo uma chita! Saberem o que é bater a carta na mesa com convicção quando se tem a carta mais alta ou o Às de trunfo.  O pegar na carta que à partida iremos jogar, antes da nossa vez, só para o bluff!

E o Limoneiro, surpreendido, dizer-me em tom de gozo: "mas tu acabaste de vir da taberna?"
Faltou-me o copo de vinho tinto!














terça-feira, junho 14, 2016

Três Tristes Ts - Os Tigres, os Turistas, os Tailandeses

Já relatei no blogue a minha viagem à Tailândia, mas nunca pensei ter de escrever estas palavras.

Estou chocada e revoltada comigo mesma, após ter lido esta notícia no jornal Público:
O Templo dos Tristes Tigres
(abrir para ler a notícia)

Não posso deixar de expressar a minha culpa, minha tão grande culpa. Também eu participei nesta fantochada e contribuí, com a minha presença e com dinheiro, para esta chacina. Neste mesmo que a notícia fala. Sem saber obviamente, mas participei.

Na altura, quando pedimos informações sobre a excursão que, entre outras coisas incluía a visita ao Tiger Temple, fomos informados que se tratava de um refúgio para animais.

Na foto em baixo, podem ler a versão que é contada aos turistas através da brochura que nos é entregue à chegada.


Aparentemente tudo começou com um corso que foi resgatado e salvo pelos monges. E depois um javali, e depois os animais que iam chegando porque população os ia entregando para serem salvos, e a ideia de "refúgio de animais" passar a ser associada ao mosteiro.

Até pode ter sido assim que tudo começou em 1994, com a intenção de um monge que criou o espaço para proteger e salvar a vida de animais.

Mas infelizmente, e segundo a notícia do Público, parece que já não é assim que as coisas se processam. Os 40 animais encontrados congelados pelas autoridades, levantam suspeitas fortíssimas da ligação dos responsáveis do templo a negócos ilícitos. Quando os milhões de bahts, que as visitas turísticas proporcionam, falam mais alto do que as boas intenções, as coisas terminam assim.

Não fui ao Tiger Temple para poder exibir a minha enorme coragem numa foto ao lado de um tigre.



Fui pela curiosidade de ver aquela relação mágica entre tigres e monges que anteriores visitantes relatavam por essa internet fora. Fui com a intenção de contribuir para uma causa, que me parecia nobre, da defesa daqueles animais.

Cheguei a recomendar a visita à minha sobrinha que lá esteve no ano passado.

Lembram-se das frases do actor Camacho Costa nos epísódios dos Malucos do Riso da SIC acerca dos seus produtos importados directamente da Tailândia? É muita lábia. Sinto-me gozada e defraudada.

A confirmarem-se as suspeitas, espero sinceramnete que o espaço seja encerrado (esse e todos os outros templos de tigres onde esta chacina e/ou maus-tratos se verifique) e que os culpados sejam condenados e seriamente punidos.

Com a minha presença e as minhas recomendações não contam mais!

O que aqui descrevo em nada prejudica a imagem que tenho do país em si. Continua a ser a viagem nº1 da minha lista das viagens já realizadas. Continuo a achar que a Tailândia é um país maravilhoso e recomendo-o a todos os que gostariam de visitar a Ásia. É imprescindível perceber que alguns não fazem um todo. Felizmente!

Boas viagens!


Dificuldades destas mini-férias no Gerês


-Não experimentar tudo o que é prato típico e doçaria regional. Devo trazer comigo no mínimo uns três quilos a mais, em cada perna.
- Conseguir que o Timteen tire uma fotografia de jeito. Ultimamente só obrigado, ou seja, com ar de frete ou de trombil.
- Conseguir que a minha sogra me deixe pagar-lhe um café que seja. Rai's parta a mulher, quer pagar tudo, é uma carteira aberta! Uma querida, Já não se fazem sogras assim.
-Não trazer o carro cheio de iguarias locais: presunto, queijo, mel, carne barrosã, cerejas. A caminho de Lisboa mais parecia o carro de um emigrante quando vem a Portugal. Quero ver quem é que vai comer isto tudo.
- Arrancar duas frases seguidas ao meu sogro! "O vinho é bom" ou "podíamos voltar ao restaurante de ontem", é o máximo que eu consigo que ele diga, no mesmo dia. É a pessoa mais caladinha que eu conheço.
- 30 km na serra, são o equivalente a 100 voltas seguidas na montanha-russa, mas com cheiro a pinhal ou a estrume, dependendo se há gado na zona.
- Viajar a 2 não é o mesmo que viajar a 4. Viajar a 6 então... Só para decidir onde ir tomar o pequeno-almoço é uma travessia no deserto.
- Depois de duas horas nas curvas da serra, a primeira coisa que os miúdos perguntam quando chegam ao destino não é o que se vê naquele sítio ou o que se come naquele restaurante, mas qual a senha do Wi-Fi.

Em breve, o post sobre o que visitámos no Parque Natural Peneda/ Gerês com dicas e sugestões!


sexta-feira, junho 03, 2016

E se fosse contigo?

"Filho para o pai:
- Tens de me dar dinheiro para o almoço de amanhã.
- Porquê? Tens a refeição paga na escola...
- Não quero almoçar na escola. É o último dia de aulas, quero almoçar na rua com os meus colegas.
- Se não queres almoçar no refeitório da escola, pode vir almoçar comigo.
- Não vou nada almoçar contigo, já te disse que quero almoçar os meus colegas!

- Toma lá o dinheiro para o almoço.
- Só isto?"

E se fosse contigo? E se fosses tu o pai/mãe?